FAQ
(Especialidades clínicas)
Ginecologia e Obstetrícia

Não. No centro de saúde é um médico de Medicina Geral e Familiar não um especialista de Ginecologia e Obstetrícia.

Fazem-se os rastreios das doenças mais frequentes e, por faixa etária, obedecendo aos indicadores emitidos pelo Ministério da Saúde.

É importante, mas diferente do aconselhamento individual e personalizado e incluindo rastreios de doenças menos frequentes como o cancro do ovário por exemplo, que no centro de saúde não é procurado em nenhuma faixa etária.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Contacte a sua ginecologista. Ela vai dizer-lhe para fazer repouso e abstinência sexual e vai avaliar a situação conforme o tempo de gravidez em que se encontra.

- Se for um sangramento do 1º trimestre pode ser devido a alterações cromossómicas por má qualidade do óvulo ou do espermatozoide ou por ter sido exposta a substâncias nocivas para o embrião. Nestes casos vai acabar por ter um aborto espontâneo mesmo fazendo repouso e abstinência.

- No início da gravidez pode haver perdas de sangue devido a falta de hormonas, neste caso ao detetar na ecografia e nas análises o médico vai prescrever estas hormonas em falta além do repouso e abstinência.

- Uma causa importante de perdas de sangue são infeções ginecológicas ou urinárias, mas também podem ser provocadas por parasitas intestinais como a Giardia Lamblia, por exemplo.

- A perda de sangue pode ser do colo do útero por pólipos ou por uma lesão sangrante e não de dentro do útero e assim não coloca a gravidez em perigo.

- A perda de sangue numa gravidez mais avançada pode ser devida a um descolamento de placenta. Isto é uma situação grave para a mãe e para o bebe e requerer hospitalização e monitorização da situação até se decidir a melhor altura para o bebé nascer. Pode esperar-se durante 1 ou mais meses dependendo dos valores das análises, da quantidade de sangue perdida e sempre tentado que o bebé atinja a sua maturidade pulmonar, que pode ser estimulada através da injeção de corticoides à mãe.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Se as perdas forem durante o esforço... Quando tosse, ri, corre ou salta trata-se de uma incontinência urinária de esforço e pode ter que fazer uma suspensão do ângulo entre a bexiga e a uretra. Mas primeiro, deve tentar fazer fisioterapia com estimulação do pavimento pélvico e exercícios perineais de Kegel e melhorar a espessura das camadas da vagina com estrogénios locais que podem ser fitoestrogénios.

Se perder urina quando ouve água a cair ou está mais frio isso quer dizer que tem uma emergência urinária e esta situação não é corrigida com cirurgia. Pode ter que tomar medicação apropriada.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

As infeções fúngicas recorrentes podem ser devidas a alteração do PH da vagina que fica mais ácido com menos bacilos de doderlein, que são a flora vaginal normal.

Acontece quando o sangue fica mais doce devido a uma diabetes ou ingestão frequente de doces e, isto modifica eliminando os doces e fazendo dieta pobre em carbohidratos.

Acontece mais em pessoas que façam desporto e transpirem com fatos de lycra.

Acontece devido a toma de antibióticos porque estes matam a flora normal. É aconselhável a toma de probióticos em simultâneo.

Se houver uma infeção viral no colo do útero ou na vulva e/ou na vagina, a imunidade local fica diminuída e a candidíase é mais frequente.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Não. Embora possa ser transmitida pelo contacto e, por isso, se o parceiro apresentar sintomas também é tratado.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

A citologia deteta a existência de alterações das células do endocolo se disser "presença de células da zona de transformação". Esta é a zona do colo onde o vírus do HPV se instala, se disser "ausência de células da zona de transformação", é porque não houve uma boa colheita. Isto é frequente em mulheres que nunca tiveram um parto vaginal ou depois da menopausa em que o orifício externo do colo fica muito fechado.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Sim. Só tem cancro do colo do útero quem adquiriu sexualmente um vírus de HPV (“Papiloma Vírus Humano”).

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Sim, a todas as perguntas!

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

É toda a intervenção que se faz aos órgãos genitais femininos externos (reconstrução e rejuvenescimento dos pequenos lábios, grandes lábios e períneo) e aos órgãos genitais femininos internos (reconstrução e rejuvenescimento da vagina, parede anterior com a bexiga, parede posterior com o reto, levantamento dos músculos do pavimento pélvico, infiltração do ponto G).

As mulheres recorrem mais pela parte estética externa porque a maioria ainda desconhece a existência da interna, normalmente é o médico que faz a citologia do colo do útero que alerta para a existência de útero e/ou bexiga e/ou reto descidos.

Por isto decidi que a todas as mulheres que me procuram para melhorar a sua parte íntima eu ofereço a correção de todo o conjunto conforme as necessidades de cada uma e a minha avaliação.

As mulheres são intervencionadas em ambulatório com anestesia local e sedação e tem alta no mesmo dia. Esta cirurgia não tem um pós operatório doloroso, podem fazer a sua vida normal exceto atividade sexual que é aconselhável só após 4 semanas.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

A pesquisa de estreptococos do grupo B na grávida tem dois motivos.

Um às 28 semanas ou antes se houver contrações para prevenir o parto pré-termo. Pois é uma bactéria que causa contrações uterinas. Na mulher não gravida não causa problemas, e há mulheres que costumam ter de forma recorrente.

Outro motivo da sua pesquisa as 35 semanas é a prevenção de meningite e cegueira no recém-nascido.

É vantajoso a utilização de um probiótico desde o início da gravidez para equilibrar a flora vaginal e evitar infeções.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Harmony exame de diagnóstico pré-natal de cromossomopatias como a Síndrome de Down efetuado por uma colheita de sangue materno a partir das 10 semanas e que deteta DNA fetal presente na circulação sanguínea materna.

Tem uma probabilidade de diagnóstico de Síndrome de Down de 99,9% praticamente igual a de uma amniocentese com a vantagem de que não é invasivo e de que se efetua numa fase mais precoce da gravidez 10 semanas e não 16 semanas. Isto permite aos pais tomar decisões precocemente cerca das 12 semanas em vez das 20 semanas.

Inconveniente e mais dispendioso que o rastreio combinado e custa o mesmo que uma amniocentese.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Rastreio bioquímico do primeiro trimestre - avaliação do valor das hormonas beta HCG e PAP-A existentes no sangue materno as 12 semanas.

Rastreio bioquímico do segundo trimestre - avaliação das hormonas beta HCG, estriol e alfafetoproteína no sangue materno as 16 semanas.

Rastreio combinado:
Utilização das medidas fetais obtidas na ecografia das 12 semanas como o comprimento crânio caudal, a prega da nuca e o comprimento do osso nasal. Em combinação com os valores dos rastreios bioquímicos.

O rastreio combinado do segundo trimestre faz se há cerca de 20 anos e tem um grau de deteção de Síndrome de Down de 86%.

Quando se acrescentou o rastreio bioquímico do primeiro trimestre há cerca de 10 anos este grau de deteção passou para 92%.

Não se sabe qual a probabilidade de deteção do rastreio combinado do primeiro trimestre não associado ao do segundo.

Muito menos querer compara lo ao teste de diagnóstico pré-natal que pesquisa DNA fetal no sangue materno a partir das 10 semanas com um grau de deteção de Síndrome de Down de 99,9%.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Um parto num hospital público se correr tudo bem e feito por uma enfermeira ou enfermeiro. Os médicos só são chamados se algo correr mal para poderem fazer um parto com fórceps e/ou ventosa.

Ou decidir de uma cesariana. A grávida quando e internada perde a sua autonomia não pode decidir sobre que tipo de parto gostaria de ter e entra numa linha de montagem em que vai passando pela mão de vários profissionais. Se correr com normalidade ótimo o pior é quando começam as dificuldades e ela tem de enfrentar a insistência na tentativa de um parto por via baixa que por vezes vai além de qualquer razoabilidade.

Uma diferença também é se consegue ter direito a uma epidural feita por um anestesista experiente.

Outra diferença é a aptidão cirúrgica de quem fez o parto e faz as correções de episiotomias e rasgaduras. Por vezes necessitam de uma cirurgia íntima no pôs parto.
Outra diferença é a possibilidade de poder descansar durante a noite pois no Hospital público existem poucas enfermeiras durante a noite para uma enfermaria com muitas puérperas. Mesmo que quisessem ajudar a tomar conta dos bebés era humanamente impossível.

A livre escolha é uma conquista da mulher moderna. O Parto no Hospital Público é gratuito para os pais tem o mesmo custo que no privado só que é o estado, ou seja, os impostos de todos nós a pagar. Existem bons seguros que comparticipam o parto alguns na totalidade ou quase. O parto privado já tem um preço muito acessível cerca de 4 a 6 vezes inferior de há 20 anos atrás.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

O método das temperaturas é mais eficaz para ajudar a engravidar do que para evitar gravidez.

A medição da temperatura interna do corpo (ex: na boca), de manhã ainda em repouso, antes de levantar.

A temperatura interna é cerca de 0,5ºC superior à temperatura externa e podem variar. Mas, quando há uma ovulação, a progesterona aumenta e esta hormona é responsável pelo aumento da temperatura.

Quem usa o método da temperatura (Ogino-Knaus) para não engravidar pode ter relações sexuais desprotegidas apenas quando a temperatura acabou de subir.

Em ciclos anovulatórios que são muito frequentes sobretudo em mulheres com ovários micropoliquísticos (cerca de 1/3 das mulheres) a temperatura não sobe e assim não sabem qual é a altura em que podem ter relações sexuais desprotegidas.

Este método das temperaturas usado para engravidar indica que está na altura de ter relações sexuais quando a temperatura começa a subir. Pode subir 0,1ºC ou um pouco mais por dia. Basta ter relações sexuais em dias alternados durante esses 5 dias. Pois a semi-vida do espermatozoide é de 48 a 72 h e ele pode ficar nas trompas à espera do óvulo, que por sua vez apenas tem uma semivida de 12 a 24 h após a ovulação.

Assim uma curva de temperatura normal de um ciclo ovulatório é uma curva bifásica, em que a temperatura sobe de 36,5ºC para 37ºC nestes dias é a melhor altura de ter relações sexuais.

Se a mulher ficar gravida, a temperatura vai manter-se elevada, se não, ela desce no início do período menstrual.

Se houver ovulação, mas a seguir a produção de progesterona pelo corpo amarelo for insuficiente, a temperatura não se mantém e fica instável, uns dias mais elevada do que outros. Estas são as mulheres que necessitam de fazer suplementação de progesterona para manter a gravidez.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Em cerca de metade dos casos é de causa masculina e o diagnóstico faz-se através de um espermograma com espermocultura.

As causas femininas dividem-se em 1/3 ovário (anovulação e síndrome do ovário micropoliquístico), 1/3 trompas (doença inflamatória pélvica e endometriose) 1/3 útero (pólipos, miomas, útero septado ou bicórneo). O diagnóstico faz se com analises, ecografia, histerossalpingografia, histeroscopia e laparoscopia.

Só em casos de obstrução total das trompas, de uma azoospermia ou oligospermia e casos em que são necessários espermatozoides ou ovócitos de dador é que é necessário recorrer à FIV.

Muitos dos casais que frequentam as clínicas de infertilidade não necessitam e entram numa espiral de consumismo e ansiedade que diminuem a possibilidade de uma gravidez espontânea.

Um ciclo de FIV pode custar 5000 ou mais euros, as chances de sucesso são 10% e o dinheiro não é devolvido.

Não é explicado que bebés nascidos de uma FIV tem 5 vezes mais probabilidades de terem doenças raras como o autismo e a paralisia cerebral.

Aos 40 anos uma mulher não é aceite em programas estatais de fertilidade e nos privados é aconselhada a engravidar de ovócitos de dadora para aumentar as probabilidades de êxito.

As mulheres têm a sua vida fértil ideal entre os 20 e 40 anos. De preferência dos 25 aos 35 anos.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Ponto G é o tecido conjuntivo suburetral. É onde estão as glândulas parauretrais de Skene. Estas têm todos os componentes estruturais e funcionais da próstata masculina.

Mulheres em que este tecido está bem desenvolvido tem orgasmos fáceis. Nas outras podemos ajudar com infiltração de ácido hialurónico, por exemplo. É uma técnica muito simples e faz se sem anestesia no consultório.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Sim. A menopausa precoce é uma doença autoimune com anticorpos anti ovário muitas vezes associada a outras doenças autoimunes.

Ler o artigo completo aqui.

in "Revista Obstetrícia e Ginecologia" (JUL 1995: 251-254), "Menopausa Precoce - Síndrome Poliglandular".

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Ausência de útero e de parte da vagina associada a doença oftalmológica.

Ler o artigo completo aqui.

in "Revista Obstetrícia e Ginecologia" (SETEMBRO 1997: 269-271).

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Doença vibroacústica, provocada por exposição prolongada a ruídos de baixa frequência.

Ler o artigo completo aqui.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Perfil dos fatores de coagulação na mulher pré e pós menopausa com e sem hormonas.

Ler o artigo completo aqui.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Sim. Incontinência urinária pode ser diagnosticada e tratada em consultório.

Ler o artigo completo aqui.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

1- A vulva é o sítio tabu do corpo da mulher, ignorado até por alguns ginecologistas que tendo uma citologia do colo do útero normal ou com inflamação dizem estar tudo bem e ignorar as queixas da mulher de ardor no final das relações sexuais, dificuldade em lubrificar e conseguir uma penetração não dolorosa e queixas persistentes e/ou recorrentes de infeções vaginais e/ou urinárias há 1 ano ou mais.

2- As verrugas na vulva são de transmissão sexual! Já observei uma criança que vinha acompanhada pelos pais para observação ginecológica e pareceu-me virgem e inocente, no entanto esta família confessou-me estar a viver o drama de “o caso da verruga” na vulva estar já declarado no instituto de medicina legal.

3- O HPV é só problema da mulher! O homem é apenas transmissor e nenhum mal lhe acontece! Este ano a vacina contra o HPV 16 e 18 existente no plano nacional de saúde para as meninas no ano em que fazem 13 anos, começou a ser divulgada para ser utilizada também nos rapazes para prevenir os tumores da cabeça e do pescoço que são provocados na sua maioria pelo HPV 16, além da prevenção do cancro do pénis e do ânus.

O QUE É O HPV (PAPILOMA VIRUS HUMANO)?

Como o nome indica é um vírus que se reproduz através da sua inscrição no genoma (ADN) das células humanas que ao se replicarem ele o consegue juntamente com elas, tendo a particularidade de formar papilas na pele e nas mucosas infetadas (parecem dedinhos fininhos) e todos aglomerados podem formar a chamada verruga.

Pode existir em qualquer local do corpo, pode passar de uns locais para os outros através de dedos ou o uso de objetos íntimos ou nas sanitas, jacúzis, etc.

É IMPORTANTE SABER:

1- A maioria dos HPV não são de alto risco.
2- É altamente contagioso e por isto quase toda a gente tem contacto com ele durante a vida.
3- Passa naturalmente em 7-8 meses em 70-80% dos casos e necessita de tratamento se persiste.

Em Julho de 2010 eram conhecidos 108 subtipos de papiloma vírus humano (HPV) as infeções por eles provocadas são confinadas aos epitélios (mucosas genital, orofaríngea e ano-rectal) e às superfícies cutâneas, penetrando até à membrana basal, não há evidência que entrem na corrente sanguínea.

A transmissão do HPV durante o parto é possível, pode provocar a papilomatose laríngea juvenil, com obstrução respiratória grave e de difícil tratamento. Em situação de rutura prematura de membranas, a infeção do recém-nascido pode manter-se subclínica, vindo a manifestar-se na criança meses ou até anos após o parto.

Uma vez que está demonstrado que o HPV de alto risco está implicado em vários cancros, nomeadamente o do colo do útero deve ter-se em atenção a existência de vacinas para os subtipos HPV 16, 18, 45, 6 e 11, que são os mais frequentes nos países ocidentais, mas que não cobrem todos os subtipos e por isso a vacina não dispensa as visitas de rotina ao ginecologista.

O HPV pode existir no núcleo da célula e não provocar alterações e a célula continuar a dividir-se a um ritmo normal ou pelo contrário provocar-lhe alterações que a levam a dividir-se mais rapidamente (displasia, neoplasia). No colo do útero existe uma “zona de junção”, que é a transição entre o endocolo (epitélio colunar simples) e o exocolo (epitélio pavimentoso estratificado). Como é uma zona de divisão celular, aqui o HPV pode causar mais facilmente problemas graves e que são assintomáticos pois o colo não tem recetores nervosos e só se deteta porque há queixas de perda de sangue após as relações sexuais ou através de uma citologia e/ou colposcopia. Para que o colo uterino fique infetado é necessário que a transmissão seja através da penetração. Pensa-se que uma virgem não pode ter cancro do colo uterino.

A citologia do colo uterino consiste na colheita de células que são colocadas numa lâmina ou num frasco com líquido próprio e depois vistas ao microscópio por um citologista que diz se há alterações inflamatórias, infeciosas ou neoplásicas dessas células.

A colposcopia consiste num exame que o médico realiza no consultório e que permite ver as células com um aumento de cerca de 15 vezes. As chamadas lesões vermelhas do colo são colos do útero com apenas uma camada de células e em que se veem os vasos que as irrigam e que não aconteceria se fossem várias camadas de células como pertence que seja o exocolo. Ficando assim expostas a traumatismos e infeções.

Para um especialista em colposcopia é possível interpretar o padrão de alterações dos vasos que irrigam as células do colo (ponteado, mosaico, leucoplasia) e decidir se se trata de uma colposcopia de baixo ou de alto grau.

Com a ajuda de dois líquidos que coloca na zona a estudar.
Um é o ácido acético a 5% que provoca a precipitação das proteínas existentes nas células, fazendo com que as células que estão infetadas pelo vírus e que por isso têm o seu genoma maior, mais proteína e o núcleo maior, fiquem mais brancas.

O padrão como ficam brancas, mais rápida e intensamente, vírus de alto risco, ou mais lenta e discretamente, vírus de baixo risco.

O outro líquido utilizado complementarmente é o lugol (produto iodado) que ao contrário do outro, identifica a zona não infetada, pois ele é absorvido pelo glicogénio existente no citoplasma das células. As células que absorvem mais lugol e ficam castanhas são as células normais, com o citoplasma maior que o núcleo.

As zonas do colo e vagina que não coram são as pobres em glicogénio, ou porque estão infetadas por vírus ou fungos, bactérias, parasitas ou porque estão atróficas por falta de estrogénios como é na menopausa.

Mas para um especialista de colposcopia o padrão de coloração pelo lugol (se tem bordos bem delimitados ou dispersos por exemplo) permitem-lhe em conjunto com a avaliação feita com o ácido acético e primeiramente sem nenhum líquido chegar à conclusão se é necessário efetuar uma biópsia para diagnóstico histológico ou não.

A biopsia retira um pedaço de tecido (não um esfregaço como a citologia) e o seu tratamento em laboratório e posterior exame ao microscópio é mais trabalhoso e dispendioso, pelo que é importante que a colposcopia seja efetuada por um colposcopista que saiba com segurança escolher o local certo da biopsia porque conhece bem os padrões vasculares existentes. De outra forma pode estar a efetuar-se a biopsia no local de lesão menos grave ou a efetuar uma biopsia desnecessária.

O controlo de qualidade de uma colposcopia faz-se comparando o número de biopsias que vêm positivas para lesão em relação ao total de biopsias efetuadas. Se o colposcopista não for experiente o colposcópio funciona como pouco mais do que uma boa fonte de luz.

Quanto à colposcopia da vulva e vagina deve ser feita sempre que existem queixas de ardor por parte da doente. Observa-se a reação das células ao ácido acético. Podem não existir lesões visíveis e, no entanto, depois da colocação do líquido num tempo maior ou menor, com mais ou menos intensidade de reação pode aparecer o que chamamos de condiloma plano. Existem papilas parecidas com as papilas provocadas pelo HPV, mas que são fisiológicas, estas são assintomáticas e não se visualiza o capilar sanguíneo central que têm as do HPV.

Se visualizarmos isto e em simultâneo a mulher se queixar de ardor, tenho experiência positiva em fazer tratamento tópico. Se, contudo, não houve queixas, então não se trata e fica-se só vigilante. Se se verificar a existência de uma papila grande ou de um aglomerado de papilas que sejam sintomáticas, deve proceder-se à excisão ou com a pinça de biopsia se possível ou mesmo com um bisturi, sendo por vezes necessário fazer uma sutura com pontos absorvíveis.

Parece-me errado fazer uma biopsia parcial para comprovar a existência de HPV e não tratar. A conduta do ginecologista em relação à vulva deve ser a mesma que a do dermatologista perante uma lesão a HPV noutro local, isto é: Tratar!

1. Com agentes tópicos que promovem a dissolução da queratina e a morte das células (Ácido tricloroacético, podofilina, laser ou criocoagulação)

2. Usar imunomoduladores que melhoram a defesa do sistema imunitário contra este tipo de vírus (imiquimod, ácido fólico, vitamina A). Redução do stress.

3. Exérese cirúrgica da lesão.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

As queixas relacionadas com infeção do trato genital são das que mais preocupam a mulher e das que mais vezes a levam a recorrer espontaneamente ao ginecologista. Estas infeções assumem um papel ainda mais importante, na mulher grávida, pois além da infeção materna poder ser mais grave, o próprio feto pode ser comprometido.

As infeções genitais não são obrigatoriamente transmitidas sexualmente e aquelas que são podem por vezes ser contraídas por outras vias, para além de que podem fazer parte de uma síndrome sistémica geral.

Além das infeções existem:
- As dermatites de contacto, dermatites seborreicas, os eczemas atópicos, as atrofias genitais na menopausa, as leucoplasias, o líquen escleroso, a doença de Behçet, a pitiríase genital (piolhos e lêndeas), além de reações a medicamentos. Todos eles causadores de prurido genital e podendo confundir-se com as infeções genitais.

Por exemplo as candidíases de repetição podem fazer parte de uma síndrome poliglandular autoimune, ser a manifestação de que existe uma diabetes, ou simplesmente causadas por diminuição da imunidade local, provocada por um vírus persistente e que podem ser acompanhadas ou não de infeções urinárias de repetição.

As infeções ginecológicas mais frequentes, são provocadas pelos seguintes agentes:
- Fungos (Candida albicans), Bactérias anaeróbias, Trichomonas, Gardnerella, Gonococos, Chlamydia, Micoplasma, Sífilis. Vírus: Condilomas, Molluscum contagiosum, Herpes genital tipo I e tipo II.

As principais causas de infeção vaginal podem ser relacionadas com diferenças do PH vaginal que otimamente deve situar-se entre 3,8 e 4,5. A manutenção deste PH ótimo consegue-se através da manutenção da flora vaginal normal, os bacilos de Doderlein. Se na alimentação existirem motivos para acidificar o meio vaginal ou se houver toma de antibióticos que provoquem destruição da flora vaginal normal então os fungos proliferam. Se houver uma alteração do PH no sentido da alcalinidade então proliferam as bactérias. Se houver falta de oxigenação da vagina (uso de pensinho diário p.e.) então proliferam as bactérias anaeróbias.

Normalmente o diagnóstico da presença de fungos faz-se porque existe prurido associado de corrimento branco tipo iogurte e o diagnóstico da existência de bactérias por um corrimento amarelo esverdeado com mau cheiro. O diagnóstico da infeção por Trichomonas faz-se através da visualização do colo do útero que apresenta um aspeto ponteado vermelho e se chama "colo de framboesa".

A infeção por Gardnerella dá um mau cheiro intenso "a peixe". A vaginose bacteriana que tantas vezes vem identificada nas citologias cervicais é uma entidade que se trata com reposição da flora vaginal normal, se o diagnóstico for de vaginite bacteriana então isto implica uma inflamação da vagina e deve usar- se um antibiótico tópico. A Candidíase pode ser tratada com a mesma eficácia com antifúngicos tópicos e/ou orais conforme a preferência da mulher, ou para alívio sintomático mais rápido os tópicos acompanhados de tratamento tópico e/ou oral de reposição da flora vaginal normal.

Convém recordar que as infeções por Gardnerella, Trichomonas, Chlamydia e Gonorreia implicam o tratamento obrigatório do parceiro com o mesmo antibiótico oral pois elas também ficam instaladas além do colo uterino e uretra feminina na uretra e bexiga masculina. A Chlamydia e o Gonococos podem ter um percurso ascendente através do colo do útero para o endométrio e provocar endometrite, salpingite, doença inflamatória pélvica ou mesmo abcesso pélvico e são as principais causas de infertilidade feminina.

A Gonorreia é frequentemente acompanhada de corrimento mucopurulento e a Chlamydia pode também ser, ou simplesmente e muito frequentemente ser causa de infeção insidiosa, prolongada, assintomática ou provocando alergias pélvicas crónicas e aumento da gravidez ectópica.

A infeção por Chlamydia pode ainda surgir numa associação de: infeção genital, conjuntivite e/ou artrite (Síndrome de Reiter). Julgo importante alertar de que quando se é jovem e se tem dificuldade em iniciar as relações sexuais, falta de lubrificação, dor na penetração e ardor após as relações sexuais se deve consultar o ginecologista para despiste de possível existência de infeção a HPV (papiloma vírus humano. Qualquer infeção genital ou urinária pode ser causadora de contrações durante a gravidez e provocar ameaça de aborto ou de parto pré-termo. São particularmente perigosas para o recém-nascido no canal de parto as infeções por Gonorreia (Oftalmia Gonocócica Neonatal), a Chlamydia (Conjuntivite e Pneumonia).

60 a 70% dos bebés têm probabilidade de contrair a infeção durante a passagem no canal do parto, pelo que se deveria fazer o despiste a todas as grávidas e se demonstrada a infeção tratar com o antibiótico apropriado. Outra infeção que só é grave durante a gravidez e o parto é a provocada pelo Estreptococos do grupo B, que pode causar além de aborto ou de parto pré-termo, cegueira e meningite no recém-nascido, pelo que também se deve fazer o despiste e respetivo tratamento com antibiótico. O Herpes Vírus e o Papiloma Vírus Humano também são perigosos para o bebé na passagem do canal de parto.

A taxa de recorrência do Herpes genital durante a gravidez é superior à mulher não grávida e a taxa de recorrência aumenta à medida que o parto se aproxima. Das grávidas com Herpes genital 25% vão ter uma reativação no último mês da gravidez e aproximadamente 14% na altura do parto. Se o primeiro episódio foi durante a gravidez a percentagem de recorrência durante o parto é de 36%, se foi anterior à gravidez é de 10%. Durante a gravidez há uma relativa imunossupressão (diminuição das defesas) além de alterações induzidas na mucosa vaginal pelo aumento da progesterona e das prostaglandinas, à medida que a gravidez avança.

A primoinfeção por Herpes durante a gravidez pode provocar na grávida: meningite, hepatite e zona. Para além disso pode haver aumento de complicações como aborto espontâneo, atraso de crescimento intrauterino, parto pré-termo e disseminação transplacentária da infeção para o feto. Se o surto for recorrente antes do trabalho de parto ou da rotura de membranas não vai afetar o feto. Não há casos descritos de alterações do feto se ele sobreviveu a um surto de primoinfeção durante o primeiro trimestre de gravidez. O principal perigo é a exposição intraparto, o Herpes neonatal afeta o sistema nervoso, pele, olhos e membranas mucosas, pelo que está indicado o parto por cesariana.

O Papiloma Vírus Humano (HPV), em julho de 2010 eram conhecidos 108 subtipos. As infeções por eles provocadas são confinadas aos epitélios (mucosas genital, orofaríngea e ano rectal) e superfícies cutâneas, penetrando até á membrana basal, mas não há evidência que entrem na corrente sanguínea. A transmissão do HPV durante o trabalho de parto é possível, pode provocar a Papilomatose laríngea juvenil com obstrução respiratória grave e de difícil tratamento.

Em situação de rotura prematura de membranas a infeção do recém-nascido pode manter-se subclínica vindo a manifestar-se na criança meses ou até anos após o parto. Uma vez que está demonstrado que o HPV de alto risco está implicado no cancro cervical, deve ter-se em atenção que já existem vacinas para os 2 subtipos HPV (16,18) os mais frequentes nos países ocidentais, mas que não cobrem todos os subtipos, o que não dispensa o seu rastreio através de citologias e a ida ao ginecologista para diagnóstico da sua existência no colo do útero, vagina, vulva ou períneo.

O tratamento eficaz faz-se através de laser, crio coagulação, eletrocoagulação, cauterização química com ácido tricloroacético 80% ou excisão cirúrgica.

A Sífilis Primária aparece 20 a 90 dias após o contacto sexual é diagnosticada através do aparecimento de uma pequena úlcera edematosa, indolor associada a adenopatias regionais e que passa espontaneamente em 5-8 semanas. Na ausência de tratamento evolui para Sífilis Secundária; doença generalizada com hipertermia, erupção cutânea característica, de cor vermelha, simétrica, sem prurido associada a placas mucosas na boca, faringe, vulva e ânus, queda de cabelo, etc. O diagnóstico da Sífilis Primária e Secundária é ajudado pela serologia (VDRL, FTA-ABS, TPHA).

Na ausência de tratamento, aparece a Sífilis Terciária 5 a 20 anos depois com lesões neurológicas, ósseas, cardiovasculares, etc. Nesta fase o diagnóstico já se faz por punção lombar e análise do líquido cefalorraquidiano (aumento das proteínas e das células). Tem tido um novo incremento, sobretudo em mulheres imunodeprimidas ou por terapêuticas imunossupressoras ou portadoras do vírus HIV Sida.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

As vacinas em geral salvam muitíssimo mais vidas do que as que podem prejudicar.

Sabe-se que 20% dos cancros são provocados por um agente infecioso vírus ou bactéria. Os vírus são o 2º maior carcinogénio a seguir ao tabaco.

A medicina preventiva inclui mudanças no estilo de vida, vacinação para hepatite B, vacinação para o cancro do colo do útero, está para breve vacina contra o cancro do estômago e já se fala em vacina contra o cancro do pulmão.

Os cancros mais frequentes nas mulheres são:
O cancro da mama, cancro do colo do útero, cancro do útero e dos ovários, cancro colon-rectal, cancro do pulmão, cancro do estômago e cancro da pele.

Sabe-se que o HPV (papiloma vírus humano) que provoca o cancro do colo do útero também provoca cancro da vulva e vagina, cancro ano-rectal, cancro da orofaringe, cancro da laringe e talvez também alguns do pulmão e mama.

Sabe-se que este vírus também afeta os homens e que é mentira que eles sejam meros portadores. Na visita anual ou de preferência semestral à sua (ou seu) ginecologista, seria ideal que conversasse sobre isto e como se pode prevenir.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Qual a sua opinião?
Cada ser é único e irrepetível, daí ser tão fascinante a descoberta. O certo para uns parece errado a outros. O mais favorável a uns, põe outros em perigo.

O que escolher?
Sozinha, não!
Escolha um(a) médico(a) que lhe inspire confiança como profissional e como pessoa e tente em conjunto e com o pai da criança, de preferência, percorrer o caminho até ao nascimento de um novo ser.

Se pensa que quer tudo por via natural, lute por isso, pode ser um caminho difícil, mas vale a pena tentar aquilo que pensamos estar certo. Tente percorrer esse caminho até ao fim com a médica em quem confia ou seguir as indicações dela. Se pensa que a própria posição do parto na marquesa é pouco dignificante, tem medo da dor e da incerteza. Se prefere tentar programar a sua vida. Não tenha vergonha de o assumir.

- Não se esqueça:
Nem sempre conseguimos o que queremos! Nem sempre as coisas são como as pensamos!
- Já marquei cesarianas a pedido em que o bebé resolveu nascer antes e foi um parto eutócico fácil.
- Já combinei partos eutócicos e se a mulher e o feto estão bem, segui a preferência da mulher até ao fim, por difícil que fosse esse caminho. Num parto por via vaginal pode passar a ser necessário ajuda com ventosa e/ou fórceps. A partir de certo momento pode ser necessário ajudar o feto a passar o canal de parto e já não dar tempo para cesariana.

Acima de tudo num parto é necessário:
- Cooperação;
- Confiança;

VANTAGENS de um parto por VIA VAGINAL:
- Se se conseguir um períneo intacto ou uma episiotomia pequena é o que tem menos morbilidade para a mulher.
- Se não for um trabalho de parto prolongado também não tem para o bebé.
- Há pediatras que dizem fazer bem aos pulmões do bebé serem comprimidos no canal do parto.

DESVANTAGENS de um parto por VIA VAGINAL para a mãe:
- Se for um parto difícil ou que necessite de ajuda com um fórceps e/ou ventosa, pode causar danos graves no períneo que necessitam de correção cirúrgica posteriormente:
- Alargamento do introito vaginal, cistocelo e/ou incontinência urinária, retocelo e/ou incontinência de gases e/ou fezes.
- Chama-se plastia do períneo, a cirurgia que é preciso fazer para reparar os danos do parto.

DESVANTAGENS de um parto por VIA VAGINAL para o bebé:
- Apanha mais facilmente qualquer infeção materna nomeadamente HIV, Hepatite, Herpes, HPV, Estreptococos.
- Por exemplo o Estreptococos do grupo B pode provocar meningite e cegueira no recém-nascido.

VANTAGENS da CESARIANA a pedido:
- Ausência de dores no período pré-parto, durante o parto e no pós-parto imediato.
- Maior assepsia para o bebé.
- Maior comodidade para todos.

DESVANTAGENS da CESARIANA a pedido para a mãe:
- A morbilidade é maior do que um parto eutócico fácil embora menor do que um difícil.
- Qualquer cirurgia pode implicar aumento das aderências dos órgãos.
- Se o cirurgião não tiver o cuidado de suturar o endométrio separado das camadas musculares pode desenvolver-se uma doença chamada adenomiose, que é a camada interna do útero (endométrio) misturada com as camadas musculares. Pode dar origem a aumento das dores menstruais e do fluxo.

DESVANTAGENS da CESARIANA a pedido para o bebé:
- Evitar fazer antes das 38-39 semanas para que os pulmões estejam prontos.

CONCLUINDO:
- Por motivos económicos no sistema nacional de saúde não é permitido cesariana a pedido, mas no sistema privado é.
- A mulher tem direito a escolher o que pensa ser melhor para ela, enquanto isso não prejudique o bebé.
- A obstetra tem a obrigação de colocar o seu conhecimento e experiência ao serviço da mulher.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Nos últimos 30 anos assistiu-se à utilização crescente da ecografia na vigilância da gravidez devido à evolução tecnológica. Aumento da qualidade dos aparelhos e das imagens obtidas.

Nos últimos 25 anos a ecografia é exame de rotina na vigilância pré-natal também porque se sabe não tem efeitos deletérios no feto ou na grávida.

Além do seu valor na datagem da gravidez, rastreio de anomalias cromossómicas, deteção de defeitos congénitos e anomalias do crescimento fetal, avaliação do bem-estar fetal e como guia de técnicas invasivas como a amniocentese, biopsia das vilosidades coronárias e cordocentese tem um efeito muito intenso na relação ante natal estabelecida entre mãe, pai e filho e/ou outros familiares que assistam à ecografia.

A tecnologia não pára e cada vez há ecógrafos com melhor resolução e capacidade de deteção de imagens já a três dimensões e em tempo quase real (4D). Estes ecógrafos são muito mais dispendiosos e necessitam de uma utilização diária muito grande para que os seus "leasings" sejam amortizados e acabam por ser utilizados em centros ecográficos de referência onde estão médicos radiologistas ou ginecologistas que se dedicam fundamentalmente a esta área de atuação ou licenciados em Ciências e Tecnologia da Saúde.

A maior parte dos ginecologistas que fazem clínica médica e/ou cirúrgica fazem ecografias de apoio com ecógrafos de menor valor.

Perguntei a uma colega que se dedica a ecografias de nível II e III como é que ela explicava a deteção ecográfica da espinha bífida às grávidas que iam ao seu centro fazer as ecografias, ela explicou da seguinte forma:

- "A coluna normalmente já a partir das 19-20 semanas está perfeitamente fechada. Em alguns casos, principalmente devido a défice de ácido fólico, mas também se houver familiares com o mesmo problema, existe uma abertura a nível das últimas vértebras e, portanto, a medula ou as membranas que cobrem a medula, saem para fora provocando um alto na parte de baixo das costas. Este alto vê-se na ecografia morfológica ou do 3o trimestre como uma bolinha sem pele por cima e vê-se no cérebro com outros sinais. A isto nós chamamos espinha bífida aberta. Às vezes existe também um defeito a nível da coluna normalmente mais pequeno que é coberto com a pele, este é muito difícil de se ver com a eco e chama-se espinha bífida oculta."

Convém acrescentar que a deteção da espinha bífida também é suspeitada por níveis aumentados de alfa-fetoproteína no líquido amniótico, detetados na amniocentese ou no soro materno e suspeitados no rastreio bioquímico. Concluindo: é mais difícil dizer qual é a idade gestacional em que é possível determinar uma malformação do que a partir de que idade uma determinada malformação pode ser excluída.

Dra. Ana Lúcia Nogueira
Ginecologista e Obstetra

Imuno-Hemoterapia

Habitualmente, a expressão “sangue grosso” refere-se a excesso de glóbulos vermelhos, situação que pode trazer riscos de hiperviscosidade, ou seja, de aumento da probabilidade para eventos trombóticos. Deve ser vigiado regularmente.

É importante procurar-se a causa para esse aumento de glóbulos vermelhos, de forma a reduzir o risco de trombose. Pode ser necessário extrair pequenas quantidades de sangue (flebotomia ou hemaferese).

Há casos em que esses sintomas juntos se devem a poliglobulia, ou seja, excesso de eritrócitos ou glóbulos vermelhos. Outros sintomas podem surgir, tais como: prurido no fim do banho morno ou quente, formigueiros nas mãos ou pés. Deve fazer hemograma e outros exames médicos para encontrar a causa.

Em algumas situações de patologia respiratória, há défice de oxigenação que o organismo interpreta erradamente como havendo necessidade de produzir mais glóbulos vermelhos, o que gera aumento de viscosidade. Assim sendo, há necessidade de consulta para vigilância e tratamento da poliglobulia.

De facto, mesmo sem ter anemia, pode haver falta de ferro significativa (ferropénia), que se traduz em cansaço acentuado, perda de cabelo, unhas frágeis e diminuição do bem-estar geral. Esses quadros de astenia melhoram muito com tratamentos adequados de ferro e/ou vitaminas específicas.

A evicção de carne e/ou peixe na dieta, pode levar a alguns estados de carência nutricional, pelo que se aconselha a realização de análises e, caso seja necessário, reposição de fatores em falta. A anemia nestes casos, pode instalar-se de forma tão subtil e progressiva que pode passar despercebida e ser detetada tardiamente.

A anemia perniciosa está relacionada com má absorção da vitamina B12. Deve ser medicado com cianocobalamina para manter a vitamina B12 em níveis saudáveis. Deve também conhecer a causa deste défice, pois vários fatores poderão estar envolvidos.

O fármaco varfarina está indicado em diversos quadros clínicos. O seu efeito no organismo é muito influenciado pela alimentação e outros medicamentos, pelo que o doente deve fazer análises e a dose de varfarina ajustada de acordo com os valores de INR, sob vigilância médica.

Estes medicamentos estão indicados quando existe risco trombótico. Não necessitam do mesmo controlo feito em caso de medicação com varfarina, mas o doente deve ser vigiado numa fase inicial e sempre que haja evidência de perdas hemáticas ou quando se programem exames invasivos.

Deve ser visto e fazer análises, para ficar descansado. A Doença de von Willebrand, por exemplo, caracteriza-se por tendência hemorrágica, hereditária na maior parte dos casos e, em situações de maior hemorragia ou de necessidade de intervenções invasivas, pode exigir tratamento médico. Em alguns casos, pode haver descida do número de plaquetas (trombocitopénia) ou outra patologia plaquetária, e também é importante vigilância médica.

Excesso de ferro pode ser transitório, relacionado com eventos inflamatórios, ou ser uma tendência crónica de alguns indivíduos que acumulam ferro ao longo da sua vida. A acumulação de ferro ao longo de anos, pode induzir patologias em alguns órgãos vitais, pelo que se recomenda vigilância e espoliação do ferro em pequenas quantidades, para prevenir doenças graves no futuro (flebotomia ou hemaferese).

Medicina Geral e Familiar

O primeiro passo para obter um diagnóstico é falar com o médico sobre as suas preocupações. É boa ideia levar um familiar próximo ou um amigo para a consulta, para auxiliar na prestação de informações adicionais. Também é boa ideia levar uma lista das alterações de memória, bem como qualquer alteração que esteja a preocupá-lo(a), incluindo quando é que notou pela primeira vez e com que frequência as observa.

Deverá também informar sobre os medicamentos que toma. O médico irá discutir a sua história clínica e pedir exames laboratoriais. Algumas demências podem ser reversíveis pois causam danos no cérebro como tumores cerebrais, deficiência de vitamina B12, abuso de álcool e outros. Assim o médico irá orientá-lo(a).

A diabetes afeta atualmente cerca de 11,7% da população portuguesa, mais frequente nos homens e aumentando com a idade. Existe a diabetes tipo 1 e a tipo 2, sendo a diabetes tipo 2 cerca de 80% a 90% de todos os casos.

A diabetes tipo 2 é normalmente precedida de um longo período de hiperglicemia assintomática que pode durar anos. Neste estado pré diabético os níveis pós-prandiais ou pós ingestão de glicose estão moderadamente elevados enquanto a glicemia em jejum se mantém normalmente perto de valores praticamente normais.

Até há pouco tempo, a diabetes tipo 2 era considerada uma doença dos indivíduos de meia idade e idosos, no entanto com a transição de um estilo de vida tradicional para um estilo de vida atual temos cada vez mais indivíduos jovens, adolescentes e crianças com diabetes.

A obesidade, a falha de exercício físico e as alterações marcadas da dieta familiar têm assim contribuindo para o aumento desta doença.

O diagnóstico precoce da diabetes tem como objetivo prevenir as complicações a longo prazo, como a doença cardíaca coronária, acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Provavelmente irá necessitar de medicação, o seu valor de T.A. Poderá permitir classificar como sendo hipertenso(a). O médico irá solicitar alguns exames para definir o seu risco cardiovascular global.

O tratamento irá depender do valor da T.A. e dos seus exames. De qualquer maneira inicie já as chamadas medidas higiénicas e hábitos saudáveis de vida como controlar o peso, reduzir o volume de sal, não fumar e fazer exercício físico.

A ausência de qualquer sintoma durante a fase inicial da doença faz da medição regular da tensão arterial um hábito a seguir. Todos os adultos, em particular os obesos, os diabéticos e os fumadores ou com história de doença cardiovascular na família devem medir a sua pressão arterial pelo menos uma vez por ano.

Neurologia

A falta de memória é uma queixa muito frequente na população, sobretudo após os 65 anos de idade, sendo um motivo de grande preocupação pelo receio de se tratar de uma demência.

Nem todas as queixas de memória se associam a doenças neurodegenerativas, como a Doença de Alzheimer, existindo demências que são tratáveis e reversíveis. É na consulta de Neurologia, após a avaliação do paciente, que se faz o diagnóstico de demência e se identifica a sua causa. Só desta forma se poderá iniciar terapêutica dirigida e perceber a evolução do quadro clínico.

Os formigueiros nas mãos e pés e as dores lombares com irradiação para as pernas são motivos frequentes de incómodo e mal-estar que tem impacto na vida familiar, social e laboral. Existem várias patologias neurológicas, nomeadamente as neuropatias e as radiculopatias, que se podem associar a estes sintomas.

É na consulta de Neurologia e através da realização do exame de eletromiografia que se pode descobrir a causa destas queixas e proceder ao tratamento adequado.

Existem várias doenças que podem estar associadas a tremor.
É o seu Neurologista que lhe poderá dizer se tem Doença de Parkinson e tratar a doença de forma a melhorar os seus sintomas.

Na maior parte dos casos as dores de cabeça, também designadas de cefaleias, são benignas. No entanto, algumas cefaleias podem ser a manifestação de uma doença neurológica potencialmente grave (tumor, aneurisma, acidente vascular cerebral, entre outras).

Fale com o seu Neurologista e faça um calendário da cefaleia. O calendário da cefaleia serve de registo dos dias do mês em que teve cefaleia, bem como a intensidade da mesma e fatores precipitantes.

É através da análise das características da cefaleia e dos métodos de neuroimagem que se distingue uma cefaleia benigna, de uma cefaleia com sinais de alarme, que deve ser diagnosticada e tratada de forma atempada e diferenciada.

A insónia contribui para a diminuição da qualidade de vida e para a diminuição do rendimento laboral. A análise dos hábitos e padrão de sono realizada na consulta de Neurologia permite a identificação da causa da insónia e, desta forma, iniciar o tratamento mais adequado para cada paciente.

Nutrição

- Avaliação do historial clínico;
- Avaliação dos dados antropométricos e composição corporal (BIO): registo do peso, altura, perímetro da cintura e análise da composição corporal (BIO) (% de massa gorda corporal total, kg de massa isenta de gordura, % de massa de água);
- Avaliação do Metabolismo de repouso e ativo;
- Questionário Alimentar (anamnese alimentar);
-Estabelecimento de metas e objetivos;
- Elaboração do plano alimentar personalizado.

Consiste na elaboração de um plano alimentar individualizado que respeite as suas necessidades, indo de encontro às suas expectativas e que lhe permita atingir os seus objetivos com maior eficiência, de forma bem consolidada e saudável.

Para todos.

Em especial nos casos de:
- Obesidade e/ou Excesso de Peso, Magreza, Colesterol Elevado, Triglicéridos Elevados;
- Diabetes mellitus;
- Doenças Gastrointestinais (Obstipação, Gastrite);
- Alimentação Infantil, Alimentação na gravidez;
- Doenças Renais (Insuficiência Renal, Cálculos Renais);
- Disfunções da Tiroide;
- Alergias e/ou Intolerância.

Oftalmologia

A baixa visão é uma situação de visão intermédia compreendida entre a visão normal e a cegueira. A pessoa com baixa visão apresenta, portanto, uma redução significativa da visão funcional, mas não é cega.

Reabilitar a pessoa com baixa visão para se alcançar o maior desempenho da visão residual, com o uso eficiente desta visão para a realização de tarefas. É um processo dinâmico e não tem tempo definido para ser concluído. Entretanto, procura-se respeitar o tempo de cada doente.

Se após os tratamentos convencionais com medicações, cirurgias ou correção ótica por lentes, ainda assim a pessoa apresenta uma diminuição considerável da visão, então essa pessoa pode iniciar um processo de reabilitação visual. Esse efeito contribui efetivamente para melhorar a qualidade de vida e proporcionar maior autonomia à essa pessoa.

As ajudas técnicas são auxiliares de magnificação da visão residual, que quando corretamente indicadas, podem contribuir na melhoria do desempenho na visão de perto ou de longe. Elas permitem assim aumentar a imagem, de forma a diversas tarefas.

Uma consulta em baixa visão não se resume na prescrição de uma ajuda técnica, até mesmo porque a reabilitação envolve etapas importantes para que se desenvolva satisfatoriamente.

Muitas vezes a própria pessoa com Baixa Visão “descobre” algumas ajudas técnicas e as utiliza no seu dia-a-dia.

Exemplos de ajudas técnicas: lupas, telescópios, óculos de grande aumento tipo microscópicos, ou ajudas eletrónicas.

A Oculoplástica é uma área especializada da Oftalmologia que trata das anormalidades palpebrais, das vias lacrimais e da órbita (cavidade óssea que circunda o olho), e das áreas faciais anexas aos olhos.

Por analogia, podemos dizer que o propósito da Oculoplástica é tratar da moldura de um quadro precioso que é o olho.

O médico oftalmologista oculoplástico utiliza variadas técnicas para a correção cirúrgica de casos de mal posicionamento das pálpebras, como o Entrópio (inversão da margem palpebral), o Ectrópio (eversão da margem com laxidão palpebral e lacrimejo) e a Ptose (queda da pálpebra) do mesmo modo que o mal posicionamento das pestanas.

Tratamento de espasmos musculares (tremores faciais), desobstrução de vias lacrimais, excisão de tumores oculares ou perioculares e a reconstrução palpebral também fazem parte da gama de atuação do cirurgião oculoplástico.

Sim, procedimentos como a retirada de excesso de pele e/ou bolsas de gordura em volta dos olhos para Rejuvenescimento é realizada pela Oculoplástica na cirurgia de Blefaroplastia, o que possibilita a obtenção de um olhar mais alegre e saudável, e que devolva beleza e harmonia facial e principalmente proteção funcional.

Otorrinolaringologia

O ressonar significa que há obstrução da via respiratória durante o sono. Nas crianças o ressonar e a má qualidade do sono estão associadas a um menor rendimento escolar, atraso de desenvolvimento, otites, amigdalites e, inclusive, surdez. É uma condição que necessita de avaliação imediata pelo otorrinolaringologista e tratamento para evitar complicações no futuro.

Após os 45-50 anos, o ouvido humano começa a degenerar-se progressivamente e em carácter irreversível. A única forma de corrigir esse tipo de surdez, que acontece predominantemente nos idosos, é com um aparelho auditivo. Contudo, existem muitas outras causas de surdez que podem ser muito simples de solucionar (como a remoção de cerúmen do ouvido por exemplo) até causas mais complexas que eventualmente podem necessitar de cirurgia para a sua correção. Apenas uma avaliação médica adequada pode estabelecer um diagnóstico correto e um plano de tratamento adequado.

A "garganta" é sede de muitos órgãos com funções diferentes. Verdadeiras amigdalites, principalmente se forem frequentes ou com complicações, devem ser tratadas e principalmente prevenidas em consulta. A laringe, órgão onde estão as cordas vocais, pode ser afetada pelas suas próprias doenças (pólipos, nódulos, etc) como também pode ser afetada pelo mau funcionamento de outros órgãos como o estômago ou os pulmões. Somente com uma avaliação otorrinolaringologia complementada por uma técnica, a laringoscopia, é possível fazer uma avaliação completa da "garganta".

Pediatria

Não! A maioria dos pais cresceu no meio de mitos sobre a febre que os levam a agir em pânico quando os filhos iniciam febre.

É preciso ter sempre em mente que a febre é um mecanismo natural de defesa do nosso organismo que na maioria dos casos está a reagir à invasão do organismo por vírus que são infeções autolimitadas.

A febre apenas poderá ser prejudicial a partir dos 41,7ºC. A única razão para qual nós baixamos a febre é para conforto da criança e diminuição do gasto de energia. A temperatura varia conforme várias condições e altura do dia, mas como regra geral não vale a pena estar a dar medicação para a febre (ex: paracetamol ou ibuprofeno) antes dos 38ºc.

Numa criança pequena (<12meses), com febre que não cede ou que persiste há vários dias deve contactar o Pediatra assistente para saber se é necessária observação.

Com tanta desinformação nas notícias, é normal que alguns pais se questionem sobre se as vacinas são boas para a saúde dos seus filhos.

Atualmente, são poucos os fármacos tão bem estudados como as vacinas, quer ao nível da segurança quer da sua eficácia. A verdade é que sem este “arsenal” de combate as nossas crianças estariam totalmente expostas às treze doenças para as quais o Programa Nacional de Vacinação da DGS (Direção Geral de Saúde) protege.

Quando as crianças não são vacinadas, estas doenças podem reaparecer. Exemplo disto são os crescentes casos de Tosse Convulsa no nosso país e o caso de 2015 de um menino espanhol que faleceu de difteria (uma doença que não aparecia desde 1986)!

Se quer proteger os seus filhos as vacinas são uma boa forma de começar a fazê-lo.

Uma alimentação saudável é essencial para promover um crescimento e desenvolvimento adequado das crianças.

Em primeiro lugar, é preciso dividir as responsabilidades. Cabe aos pais definir quando são as refeições, onde acontecem e em que é que consistem, e às crianças cabe decidir quanto comem. Isto pode parecer um conceito estranho, mas é essencial para garantir um ambiente livre de stress que permita à criança ganhar autonomia.

Aqui sugerimos alguns conselhos:
- Estabeleça um bom exemplo! A sua criança vê-a como a maior referencia da sua vida. Se não comer de forma saudável como esperar o mesmo do seu filho?
- Envolva a criança na preparação dos alimentos (adaptado à idade).
- Façam refeições em família. É um momento de partilha social que fortalece as relações familiares.
- Promova o consumo de carnes magras, peixe, cereais integrais feitos de forma saudável (cozido, assado ou grelhado).
- Água e o leite devem ser as suas bebidas de referência. Esqueça os refrigerantes e sumos!
- Nunca ofereça doces como recompensa! É um mau hábito nutricional e ao contrário do que pensa pode até reforçar o comportamento que quer eliminar.
- Introduza a fruta como snack ao longo do dia.

Pilates Clínico

Sim. Em situação de dor/patologia, os músculos estabilizadores da coluna (em particular o músculo Transverso do Abdómen) perdem a capacidade de pré-ativação relativamente aos restantes músculos abdominais.

O Pilates Clínico permite-nos recuperar essa capacidade, garantindo assim uma boa estabilidade para um movimento saudável, livre de potencial de dano e de dor para a coluna.

Sim. Ao recuperarmos a capacidade de pré-ativação dos músculos estabilizadores da coluna, garantimos um bom equilíbrio no trabalho dos restantes músculos, fundamental para manter a própria hérnia estável e prevenir futuras crises.

Sim. As artroses caracterizam-se pelo desgaste da cartilagem e das superfícies articulares, com consequente diminuição da mobilidade e da capacidade de absorção do impacto da articulação em causa.

O Pilates Clínico favorece a mobilidade sem submeter a articulação a cargas excessivas, uma vez que favorece a sua lubrificação. Por aumentar a força muscular e a estabilidade articular, ajuda a compensar o desgaste da própria articulação que passa a desempenhar melhor a sua função.

Estes dois aspetos são fundamentais para dar maior proteção à articulação, bem como reduzir e controlar a dor.

Sim. O Pilates Clínico é uma formação complementar ao curso de Fisioterapia.

Atualmente, já existem outros profissionais habilitados para orientar programas de Pilates Clínico. Contudo, a complementação com a Fisioterapia é uma grande mais valia, dado que nos permite uma avaliação muito mais aprofundada do movimento e das causas da dor, e consequentemente um planeamento mais específico para cada pessoa e cada condição em concreto.

Psicologia Clínica

Uma pessoa poderá procurar um psicólogo por diversos motivos, sendo os mais comuns situações de particular sofrimento psicológico para o sujeito.

Nestes casos enquadram-se por exemplo:
- A necessidade de adaptação a eventos de vida dolorosos (Luto, Separações relacionais, Doença, Mudança de Casa, etc.);
- Sentimentos ou emoções depressivas;
- Vivência de elevado Stress, Fobias ou Ansiedade;
- Pensamentos e Emoções não controláveis pelo sujeito que o fazem sofrer;
- Problemas relacionais ou familiares;
- Problemas aditivos;
- Problemas ao nível sexual;
- Entre outros.

Além destes verificam-se ainda situações em que as pessoas procuram a
Psicologia Clínica num sentido de buscar autoconhecimento e autoconsciência. Nestes casos, de Acompanhamento Psicoterapêutico, existe a finalidade de enriquecimento pessoal do sujeito, melhorando desta forma a sua qualidade de vida e bem-estar pessoal através de uma auto compreensão construtiva do próprio sujeito auxiliada pelo psicólogo.

A Psiquiatria é uma especialidade médica que se foca no diagnóstico e tratamento de perturbações mentais por meio de medicação. Já a Psicologia Clínica é uma intervenção baseada na área de conhecimentos da Psicologia, focando-se no estudo, compreensão, avaliação e intervenção de perturbações mentais ou situações de sofrimento do sujeito, tendo como base técnicas estudadas cientificamente.

A Psiquiatria e a Psicologia Clínica são deste modo duas áreas de saúde complementares, nas quais a psiquiatria, por vir de um conhecimento inteiramente biológico do ser humano, se foca mais no tratamento de patologias graves que colocam em risco a autonomia e vida dos sujeitos com perturbações psicológicas.

Já a Psicologia Clínica tem em vista a atuação em todos os casos de sofrimento psicológico, sejam estes de menor ou maior gravidade, embora possa ser requisitado em alguns casos uma referenciação à psiquiatria (em casos em que tal seja pertinente e se avalie a necessidade de uma atuação química) ou até mesmo à Neurologia (em casos em que seja avaliada a necessidade de uma avaliação e intervenção neurológica).

As consultas de psicologia clínica têm como objetivo primordial, o de proporcionar bem-estar psicológico, minimizando aspetos emocionais geradores de sofrimento à criança, jovem, adulto ou idoso.

Visam o desenvolvimento de competências e recursos emocionais, que permitam ao paciente lidar da melhor forma possível com sintomas, que possam ser reveladores de humor depressivo, ansiedade, baixa autoestima, baixo autocontrolo, dificuldades relacionais ou queixas de índole física, que muitas vezes ocorrem como expressão do sofrimento psíquico.

A consulta de psicologia clínica pode ser utilizada como um recurso pontual ou, existir indicação para um acompanhamento com uma periodicidade mais sistemática num formato de Psicoterapia de Apoio.

Alguns exemplos de situações que podem levar a recorrer a uma consulta de psicologia:

- Depressão;
- Baixa autoestima/baixo autoconceito/baixo autocontrolo;
- Perturbações do comportamento alimentar (anorexia; bulimia; obesidade; ingestão compulsiva de alimentos);
- Perturbação de ansiedade/fobias ou ataques de pânico;
- Dificuldades relacionais (familiares; conjugais; sociais; profissionais);
- Divórcio;
- Burnout (relação descompensada com o trabalho);
- Comportamentos aditivos;
- Desenvolvimento pessoal;
- Instabilidade emocional;
- Processos de luto;
- Perturbações do sono;
- Gravidez;
- Vitimização e maus-tratos;
- Dificuldades de aprendizagem;
- Gestão do tempo e resolução de problemas;
- Orientação escolar e profissional.

A avaliação psicológica é um método científico que analisa e avalia, através de uma bateria de testes, o funcionamento psíquico da criança, adolescente, adulto ou sénior, sublinhando as competências cognitivas, de memória e emocionais. É realizada através de um reduzido número de consultas: uma entrevista, aplicação de provas psicológicas e um relatório de devolução final. Habitualmente, surge como uma resposta a um pedido de um profissional de saúde ou educador.

A avaliação psicológica permite, após realização do relatório, fornecer um diagnóstico psicológico, estabelecer e definir um modelo de intervenção terapêutico adequado à perturbação psicológica, ou assegurar, que não existe a necessidade de intervenção psicoterapêutica.

As avaliações pautam-se por diferentes tipos de acordo com as diferentes situações; desde a avaliação das competências cognitivas/intelectuais, avaliação da personalidade, verificação de incapacidades psicológicas, avaliação para a reforma, avaliação a pedido do Sistema Judicial.

A Terapia Familiar tem por base uma intervenção sistémica, onde se trabalha em conjunto com os diferentes elementos de uma família, tendo em conta as constantes relações e interações estabelecidas entre todos.

Estas consultas pretendem potenciar as competências das famílias, contribuindo para o bem-estar de todos os seus elementos; ajudar e apoiar as famílias, no sentido de lidarem da melhor forma possível com os desafios, com os quais se deparam ao longo do seu ciclo vital.

Um espaço próprio para que todos os elementos constituintes de uma família possam expor nas sessões as suas necessidades, objetivos e expectativas, implicando-os ativamente no processo de mudança.

Têm indicação para sessões de terapia familiar situações como:
- Divórcio/separação ou conflito do casal;
- Dificuldades ao nível da sexualidade do casal;
- Dificuldades no desempenho dos papéis parentais;
- Conflitos com os filhos na infância, adolescência ou idade adulta;
- Doença crónica;
- Perturbações do comportamento alimentar;
- Toxicodependência;
- Doença mental;
- Entre outros.

Educar um filho, é sem dúvida um dos maiores desafios de qualquer ser humano ao longo da vida…
 
As consultas de aconselhamento parental pretendem dar resposta às necessidades das famílias, face a algumas das dificuldades com que se deparam, ao longo do desenvolvimento dos seus filhos.

Ter um bebé é uma enorme revolução na vida de uma família! Por mais que a gravidez seja planeada e desejada, o nascimento de um filho, provoca enormes e drásticas alterações na dinâmica familiar. A par e passo com as alterações fisiológicas que se vão dando ao longo dos trimestres de gravidez, do ponto de vista emocional também ocorrem uma série de alterações…

Numa fase inicial, imediatamente após o nascimento do bebé, todas as mulheres passam por uma fase de grande labilidade emocional, que se apelida de Blues Pós-Parto, ou Baby Blues. Caracteriza-se por um estado de elevada sensibilidade emocional… tão depressa a mulher se sente muito feliz, como extremamente insegura, ansiosa e infeliz! Se esta fase se mantém por um período superior a 15 dias, após o nascimento do bebé, pode desenvolver-se uma depressão pós-parto. Este tipo de desorganização emocional pode interferir com a capacidade para cuidar do bebé, por isso é extremamente importante que se tenha ajuda imediata. Com apoio familiar e profissional poderá voltar com confiança ao seu papel maternal.

Blues Pós-Parto ou Baby Blues:

A verdade é que nascem cada vez menos bebés e a idade do nascimento do primeiro filho é cada vez mais tardia… ao longo da vida vamos tendo cada vez menos contacto com bebés e os meios de comunicação social à nossa volta não nos preparam para a grande revolução que ocorre quando nasce uma criança!

É suposto celebrar-se a chegada do recém-nascido com a família e com os amigos, mas ao contrário de grandes festejos, só apetece chorar… estava preparada para grandes alegrias e de repente está exausta, sem energia, ansiosa e triste?

A depressão leve e as mudanças de humor são comuns nas mães que deram à luz recentemente. A grande maioria das mães recentes experimenta pelo menos alguns sintomas da depressão pós-parto, nomeadamente tristeza, dificuldade em dormir, irritabilidade, alterações do apetite e problemas de concentração. Os sintomas do blues pós-parto geralmente aparecem poucos dias após dar à luz e duram de alguns dias a 15 dias após o nascimento do bebé.

Todas as mulheres passam por isso no período imediatamente após o nascimento do bebé, com origem nas grandes alterações hormonais que ocorrem após o parto. Se passar por esta fase não é caso para alarme, sentir-se-á melhor assim que as hormonas equilibrarem. O apoio dos que a rodeiam nas tarefas mais básicas do seu dia-a-dia, é essencial e suficiente para ultrapassar esta fase!

Depressão Pós-Parto:
Se esta fase se prolonga por mais do que 15 dias imediatamente a seguir ao nascimento de um bebé, poderá desencadear-se uma Depressão Pós-Parto. Não é necessário existir uma pré-disposição para a depressão, ou historial da doença, para que uma desorganização emocional a este nível possa acontecer. Como o nome indica, é uma desorganização emocional típica do pós-parto e é muito mais comum do que possa imaginar.

Exemplo de alguns sinais e sintomas da depressão pós-parto:
- Falta ou excesso de interesse no bebé;
- Sentimentos negativos para com o bebé;
- Falta de interesse em si própria;
- Perda de prazer;
- Falta de energia e motivação;
- Sentimentos de inutilidade e culpa;
- Alterações no apetite ou peso;
- Dormir mais ou menos do que o habitual;
- Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.

A depressão pós-parto surge normalmente pouco depois do nascimento do bebé e desenvolve-se num período de vários meses, no entanto também pode surgir repentinamente, e em algumas mulheres os primeiros sinais só aparecem após vários meses de terem dado à luz.

Como causas da depressão pós-parto são apontadas muitas vezes as alterações hormonais, mas também as alterações físicas e o stress.

Procure ajuda profissional se sente que se encontra a passar por uma situação semelhante. Para além de algumas estratégias para lidar com algumas das dificuldades típicas de um pós-parto, é extremamente importante cuidar de si e da sua saúde mental.

Quanto mais cuidar da sua saúde mental, a par e passo com o seu bem-estar físico, melhor se sentirá. Simples mudanças no estilo de vida podem ajudar bastante a sentir-se melhor!

Terapia da Fala

A intervenção do Terapeuta da Fala ocorre desde o nascimento até à idade adulta, logo nunca é cedo de mais para procurar a sua ajuda.

Se não está seguro de que o seu filho está dentro dos padrões de desenvolvimento ao nível da comunicação, linguagem e/ou fala, deverá procurar ajuda de um Terapeuta da Fala e marcar uma avaliação.

Há pequenas lacunas no desenvolvimento que quando tratadas atempadamente se resolvem de forma simples, enquanto que se detetadas tardiamente podem ter repercussões mais graves e demorar mais tempo para se obterem resultados.

Alguns dos sinais de alerta para que possa estar atento são:

1 mês - Não segue a face;
2 meses - Não reage a sons;
4 meses - Não localiza o som;
6 meses - Deixou de palrar, Não vocaliza, Não localiza o som;
9 meses - Não usa sons monossilábicos como “mamã” ou “papá”, não reage a estranhos;
10 meses - Não responde ao seu nome;
12 meses - Não brinca, não estabelece contacto com adultos ou crianças;
15 meses - Não percebe “adeus”, “não”, “papá”;
18 meses - Não diz nenhuma palavra;
24 meses - Não identifica partes do corpo, Palra muito, Repete tudo o que lhe dizem, Não junta palavras;
3 anos - Fala ininteligível para estranhos, Não faz frases simples, Não faz perguntas simples, Não usa o “eu”;
4-5 anos - Substituição sistemática de um som por outro, Omissão frequente de sons ou sílabas.

O Terapeuta da Fala é o profissional responsável pela prevenção, avaliação, intervenção e estudo científico das perturbações da comunicação humana, englobando não só todas as funções associadas à compreensão e expressão da linguagem oral e escrita, mas também outras formas de comunicação não-verbal.

O Terapeuta da Fala intervém, ainda, ao nível da deglutição (passagem do alimento desde a boca até ao estômago). Avalia e intervém em indivíduos de todas as idades, desde recém-nascidos a idosos, tendo por objetivo geral otimizar as capacidades de comunicação e/ou deglutição do indivíduo, melhorando, assim, a sua qualidade de vida (ASHA, 2007).

Desta forma, é da competência do Terapeuta da Fala, intervir sobre as mais diversas patologias da comunicação e deglutição, tais como: prematuridade, dificuldades na alimentação, alterações de comunicação, linguagem, fala, leitura e escrita, dislexia, gaguez, motricidade orofacial, deglutição, mastigação, gaguez, AVC’s, Parkinson, Alzheimer, patologias vocais (ex.: nódulos, pólipos…), entre outras.

A rouquidão ou disfonia é um problema bastante comum na população, sendo definida como qualquer alteração no carácter da voz, sendo evidenciada pela falta de clareza do som. Na grande maioria das vezes trata-se de um problema transitório, associado a infeções da laringe. A rouquidão pode ser classificada como aguda (curta duração) ou crónica (15 dias ou mais).

Se a sua rouquidão é frequente, deve consultar em primeiro lugar um Otorrinolaringologista. Através de exames e procedimentos simples, o Otorrinolaringologista consegue a visualizar as suas pregas vocais e determinar a origem do problema.

Nos casos funcionais, o principal tratamento passa pela Terapia da Fala, onde o paciente reaprende a utilizar a sua voz de forma mais equilibrada e adequada. Isso é conseguido pela realização de exercícios e técnicas específicas, orientados por um profissional capacitado, o Terapeuta da Fala.